DUTRA em linhas & entrelinhas
domingo, 15 de novembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A SAUDADE QUE FICA
Um dos grandes momentos da vida de uma pessoa é a formatura, pois significa a passagem para uma outra etapa de vida, significa amadurecimento, crescimento e sinaliza realização. Como professor, sempre sinto-me bastante lisonjeado quando sou convidado a participar dos eventos que compõem o rol de festividades que marcam esse período na vida dos meus alunos.As festividades de formatura são importantíssimas. Só quem vive é que sabe o quanto é bom. Parece que a gente está delirando, levitando. A cada evento a emoção parece aumentar. Somos tomados de sentimentos bons, de alegria, de prazer e até de perdão.
Pois bem! Recentemente, fui homenageado pela turma 'SE É PRA ENSINAR, QUE HAJA DEDICAÇÃO", do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí/PHB. Adorei receber a homenagem por parte de uma turma que sempre demonstrou grande carinho por mim, carinho que correspondo na mais perfeita reciprocidade. Fiquei mais feliz ainda quando soube que ministraria a aula da saudade, pois considero esse o momento mais importante, mais emocionante de toda a programação que se cumpre. Pensem comigo: em todos os outros eventos há familiares, convidados etc e tal. O único evento em que os formandos ficam "a sós" é a aula da saudade. É o momento mais íntimo, onde todo mundo se desnuda para extravasar sentimentos, emoções e tudo mais. Aqui, é comum observarmos lágrimas correndo pelo rosto, risos largos, gargalhadas e piruetas das mais diversas. Então, você ser convidado para estar nesse momento, compartilhar essa emoção, é uma honra grandiosa. É um dos maiores prazeres que tenho na minha vivência acadêmica enquanto professor. E quando este convite parte de uma turma em que a relação foi marcada pela empatia, pelo afeto constante, pelo respeito, pela compreensão... Então, o prazer, a satisfação, a alegria e a honra são ainda maiores. Serei eternamente grato a esta turma pela convivência, pelo respeito, pela homenagem. Muito obrigado a Reny, Simone Silva, D'Granja, Luzirene, Mayane, Maurício, Telma, Josivane, Alexandre, Mônica, Katiciane, Marta Regina, Sílvia, Rômulo, Ruth, Débora, Simone Escórcio, Luiz Gonzaga, Márcia, Marta Galgany, Edmário, Claudiane, Nájla, John, Aline, Sael, Antonia Maria, Ana Maria, Gustavo, Flaviana, Alessandra e Alex. Que o sucesso faça parte da trajetória de vocês no desenvolvimento da profissão de pedagogo. Um grande abraço a todos.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Do jeito que está, prefiro assistir ao Pica pau
Desde criança sempre gostei de acompanhar a programação das emissoras locais de televisão. Programas como Panorama dos municípios, A palavra é sua, PI TV e outros mais fazem parte da minha lembrança. Ainda hoje sou um assíduo telespectador da televisão piauiense. Aliás, gosto muito de acompanhar o dia a dia do meu estado, saber das notícias, do que está acontecendo em todas as áreas, como política, cultura, cidades etc e tal. Mas algo vem chamando minha atenção há alguns dias: venho perdendo o interesse em assistir aos programas locais, em ler os jornais impressos, em acompanhar os portais locais. Tenho visto uma verdadeira avalanche de notícias que atendem sempre a mesma pauta: sucessão estadual de 2010. Desde o ano passado esse assunto faz parte da pauta da imprensa local com muita veemência. Aliás, política sempre foi a pauta preferida da imprensa do Piauí. Não que isso não seja importante. Eu gosto de política, acho por demais importante o debate político e penso que a democracia é fortalecida através do debate. Mas também penso que o Estado não é só política. Penso que o Estado precisa ter outras questões referentes a outras áreas também discutidas, debatidas pela sociedade. Por que será que não vemos tanta ênfase à sucessão de 2010 na imprensa sulista? Por que será que nos jornais do sul e sudeste brasileiros esse assunto ainda hoje não ocupa a primeira página nem o horário nobre da televisão? Além dessas perguntas precisamos interrogar também: por que será que nosso povo, apesar de tanto se falar nesse assunto no jornal, rádio e TV ainda sofre tanto com serviços públicos de má qualidade, com índices significativos de pobreza? Esse espaço que a política ocupa na pauta da imprensa local não deveria contribuir para a melhoria da qualidade do que é público, melhorando a vida do povo? O problema é que a discussão gira unica e exclusivamente em torno de quem ocupará cargo A ou B. Não se vê discussão de propostas para o desenvolvimento do Piauí. Não se vê um debate salutar sobre os problemas que afligem o povo. Não se vê a busca de estratégias de enfrentamento para as situações mais emblemáticas. Não se vê nenhuma tentativa de junção de forças para superar problemas crônicos que assolam nosso Estado.
Talvez seja pela forma como a imprensa coloca a política em pauta que a gente fica de saco cheio toda vez que liga a TV, abre um jornal ou acessa um portal piauiense. Já não tenho mais paciência para a programação local. Essa pauta, que é um verdadeiro chute no saco, faz a gente deixar de se interessar por algo que teria muita importância se fosse tratado de outra forma. Sinto saudades dos tempos do Panorama dos municípios, onde eram mostrados os problemas, discutidas as alternativas e possibilidades dos municípios piauienses. Sinto saudades também do A palavra é sua, onde o debate girava em torno de propostas para o desenvolvimento econômico, cultural e social do Piauí. Mas, infelizmente, tudo isso fica só na saudade, porque, por enquanto, o jeito é se conformar em assistir ao Pica pau, ao Chaves ou ao Ben 10, se quiser passar bem na frente da TV.
Raimundo Dutra
quarta-feira, 22 de julho de 2009
FELICIDADE DE NORTE A SUL
Após muita luta e persistência, dia 26/04/2008 embarquei às 4:35 num vôo da Gol, pronto para realizar mais um grande sonho: conhecer o tão falado “Sul maravilha”. Se bem que esse não era o objetivo principal da viagem. O objetivo primeiro dessa fantástica viagem era participar do XIX Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, onde fui, com muita satisfação e orgulho, apresentar trabalho.
Após fazer conexão em Guarulhos – SP, desembarquei às 12:30 em Porto Alegre – RS. De cara, vi que ia me amarrar naquele lugar. Dia chuvoso, clima maravilhoso. Apesar de muito acostumado ao forte calor piauiense, o frio é algo que me fascina, paira romantismo no ar. Fiquei no aeroporto esperando os amigos que desembarcariam logo em seguida, mesmo gostando do frio não podia dispensar, por nada, o caloroso convívio com os conterrâneos.
Em Poa permaneci por uma semana. Logo no primeiro dia dei uma volta pelo centro da cidade, fazendo reconhecimento da área. Fiquei encantado com as formas arquitetônicas dos prédios. Não pude esconder o meu “encantamento nordestino” frente a tanta beleza. Juntamente a novos e velhos amigos, fizemos do dia seguinte, domingo, mais um dia de passeio. Museus, centros culturais, igrejas, cafés, nada escapou dos nossos atentos e curiosos olhares. Fotos e mais fotos, não faltava motivo. O almoço foi no café do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, após visitarmos as exposições que estavam acontecendo. Noite tranqüila, no aconchego do Chalé da Praça Quinze. Muito frio, porém, confortado com vários casacos e animadas gargalhadas, que, aliás, foram uma marca de toda a nossa estada no sul. Ainda à noite houve a abertura do congresso na PUCRS. Tudo perfeito. As mais renomadas figuras do mundo educacional brasileiro estavam presentes. Contatos e conversas foram o forte desse momento.
No segundo dia do congresso, segunda feira, foi o tão esperado dia da apresentação do meu trabalho. Simpósios, mesas-redondas, painéis etc. já faziam parte da agenda. Á noite, muito vinho nos cafés gaúchos, oásis que renovavam o espírito e acalmavam a mente, por demais desejosa de tranqüilidade e paz.
Os dias se seguiam. Até quarta a programação era praticamente a mesma. Nada que não pudesse quebrar a rotina logo no final da tarde. Um passeio no ônibus panorâmico, “sem-teto”, marcou o quarto dia entre a gauchada. Vários pontos da cidade foram visitados. Mas fiquei inebriado mesmo foi com a grandiosidade e beleza dos parques. Perguntava-me: isso é Brasil? Não me sentia aqui. Pensava estar delirando. É outro mundo.
Na quinta-feira chegou o grande momento de viajar para as serras gaúchas. Gramado, Canelas, Novo Hamburgo, Nova Petrópolis, fizeram parte do roteiro. Cachoeiras, flores, cafés coloniais, lojas de chocolate, parques, lagos, passeio no teleférico ( com todo o frio na barriga a que se tem direito ) foram a tônica desse fabuloso dia. Vinho e suco de uva regaram a mente e a alma, que já estavam recheadas de chocolate. Novamente questionava: sonho? Realidade? Só sei que flutuava. Flutuava entre nuvens de algodão, chocolate e flores. Sentia-me como uma criança a deliciar-se num sorvete ou pirulito. A volta para o hotel, à noite, foi tranqüila, pois cochilei durante quase todo o percurso.
Sexta-feira foi dia de visita aos sebos. Obras raras lotavam as lojas, que ficavam numa rua exclusiva do centro. Todo o grupo permanecia “grudado” aos livros. Também, esperar o quê de pedagogos, psicólogos e literatos juntos? À tarde, o grande momento foi a visita à Casa de Cultura Mário Quintana. Puro êxtase! Não dispensei um delicioso happy hour no Café dos Cataventos. À noite, balada. Gente bonita, interessante, boa de papo. A chuva, que acompanhou-nos por todo o dia, ainda dava o ar da graça e inspirava canções sussurradas ao ouvido, o que provocava uma mistura de conto-de-fadas/sonho/fantasia/loucura.
Sábado, 8:00. É chegada a hora do retorno a Teresina. O calor do nosso povo, que insistia em fazer falta estava prestes a ser reencontrado. É a volta à realidade, nua e crua. Mas, uma realidade que também me faz bem, pois aqui vou encontrar amigos por quem já sentia muita saudade. Retorno com a mente resfriada, mais disposta a pensar e repensar sobre a vida, fatos e paixões. A reflexão trouxe-me a idéia de que pensar em mim , meu bem-estar, minha felicidade, é o melhor que faço nesse momento. Embora a lucidez às vezes nos enlouqueça, dessa vez está sendo providencial na medida em que proporciona um resgate existencial, reconstrutor de auto-estima e auto-prestígio.
Frio e calor. Opostos que fazem a minha cabeça. Não importa a estação, o que importa é sentir-se bem, livre. É poder falar da vida com alegria, prazer. Estando lá ou cá, vale mais poder sonhar, gargalhar, encantar-se e desencantar-se. Maravilha? Existe, sim! É poder ser feliz de leste a oeste, no norte ou no sul.
Teresina-Piauí, maio de 2008.
Raimundo Dutra de Araujo
..
domingo, 7 de junho de 2009
LADO A LADO

domingo, 17 de maio de 2009
FESTEJOS DO SANTO 2009 (33 ANINHOS... rsrsrs)









Na comemoração dos meus 33 anos a alegria tomou conta. Na sexta-feira à noite, no Giramundo, os festejos começaram. Estava na companhia da Anastácia, Roger Monte, Lúcia Waquim, Jurema e Dandinha. No sábado teve uma feijoada organizada pela Cleo, onde o feijão preto truou com muita cerveja. Colocaram feijão na pança junto comigo a Laryssa, Fofa, Sayô, Erivam, Arnold, Marinésia, Rubenir, Constance, Marquinhos e, claro, a Cleo. À noite, no Bossa Nova, quem participou da festa foi a Manu, Mônika, Selene, James, Neto, Heline, Adriana, Jayra, Rocha e Alessandro. As fotos aí em cima dão uma idéia do quanto a festa foi animada. Agradeço a todos que enviaram felicitações por telefone, e-mail, orkut e os que vieram pessoalmente na minha casa me abraçar. Muito obrigado pelo carinho.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
PENSANDO NA VIDA E NO TEMPO
Hoje eu estava assim, parado, olhando algumas fotografias feitas há mais ou menos um ano. Fotografias de pessoas queridas, que estavam em volta de uma mesa a conversar, falar de momentos alegres e soltando gostosas gargalhadas. Fiquei pensando na rapidez com que passa o tempo, como também nas mudanças que são provocadas por toda a evolução a que estamos submetidos. Naquele dia do mês de maio do ano passado, éramos pessoas com alguns sonhos, com alguns ideais, estávamos "num lugar", amávamos alguém, ríamos motivados por um determinado assunto, alimentávamos uma paixão por coisa ou pessoa tal.
O tempo foi passando e tudo foi sendo modificado. Hoje estamos rindo motivados por outro assunto, estamos alimentando novas paixões, descontruimos e construimos outros ideais, estamos amando outras pessoas, estabelecemos novas paixões. Mas por que será que a vida nos faz passar por processos assim, de mudança? Perguntei-me. Logo veio a resposta: para que tenhamos a oportunidade de crescer e evoluir. E é isso o que ocorre. Em toda experiência, por mais dolorosa que seja ela, sempre temos algo a aprender, e é esse aprendizado que nos faz ser mais gente, nos faz ser melhor, nos faz valorizar mais as pessoas, nos faz pensar mais profundamente sobre o mundo e sobre a própria vida. Mas o importante é que a gente cresce à medida que vive, à medida que se modifica.
Comigo estavam , naquele exato dia, em volta de uma mesa a tomar chopp ou café expresso, os amigos Alessandro Dorighelo, Cíntia Silveira, as Laryssa's Brandão e Machado, Heline, Neto Melo e Adriana Paula. Fiquei pensando na emoção que nos movia naquele momento, naquela época. Nossa, quanta diferença! Pouca coisa ainda existe daquele tempo. Dos apaixonados da época, apenas um continua com o mesmo objeto de paixão. Houve mudança de endereço, inclusive, de continente. Ocorreu mudança de desejo e de comportamentos. Mas essas mudanças, aos meus olhos , foram para melhor, porque cada um fez suas escolhas baseado na busca de progresso pessoal, sem desqualificar o outro, e contando com a ajuda do outro para trilhar o caminho. Diante de tanta mudança, o que restou? Voltei a interrogar-me. Tem algo que estava bem presente naquele dia que não modificou: o gostar de cada um que ali estava. Esse gostar é traduzido em amizade, sentimento que, no nosso caso, só evoluiu com o decorrer do tempo. Hoje somos pessoas modificadas, que tem outras paixões, alimentam outros desejos, que riem do passado, mas somos mais amigos, somos pessoas melhores. E tudo isso porque aproveitamos as oportunidades ofertadas pela vida, que nos proporcionaram a metamorfose que possibilita enxergar que, como canta Cazuza "UM HOMEM NASCE PRA BRINCAR/ E NÃO PRA ESCULHAMBAR A VIDA/ UM HOMEM NASCE PRA CURAR E PRA CUTUCAR A FERIDA/ MESMO SE FOR PRA TRANSFORMAR/ NUM INFERNO UM CÉU CONFORMISTA/ MESMO SE FOR PRA GUERREAR/ ESCOLHO AS ARMAS MAIS BONITAS". E tenho dito!!!
terça-feira, 5 de maio de 2009
O QUE NÃO VEM EM MARÇO... SÃO ÁGUAS DE MAIO!

Todo mundo sabe da minha loucura pelo Riverside. Não tem um só dia que eu não ande nesse lugar que representa, para mim, descontração, encontros, liberdade. Do café da manhã ao jantar, sempre tenho uma boa desculpa para dar uma passadinha lá. Tenho o Riverside como uma espécie de "segunda casa" ou a "outra casa". Isso mesmo! Assumo com todas as letras!
Pois bem. Na manhã desta segunda-feira, quando fui viver o prazer de tomar o meu belo café expresso, deparei-me com a cena mostrada aí na foto (by Cibele Resende). Meu coração apertou. Meus olhos encheram d'água. Pense numa tristeza... Nesse momento veio à minha cabeça uma série de imagens que eu tinha visto na TV de casas alagadas nos bairros de Teresina. Imaginei quão desesperador deve ser viver esse drama. Sonhos construídos, projetos elaborados, vidas arquitetadas, tudo sendo levado pelas águas. Não queria estar na pele dessas pessoas, não. Mas acho importante prestar solidariedade a todos os que estão sendo vítimas das águas.
Frustrado por não ter tomado o meu café, pois o Riverside estava sem funcionar, voltei p casa. Enfrentando engarrafamentos enormes, pus-me a pensar na água. Desde criancinhas, lá no jardim de infância, ela já faz parte dos conteúdos escolares. Aprendemos sobre sua importância, utilidade etc. e tal. Pensei também que os rios inúmeras vezes servem de cenário para encontros de casais apaixonados, encontros com amigos, sessões de relaxamento, são elementos importantíssimos na agricultura... Mas agora o cenário construído é outro. Entre uma marcha e outra do carro, uma imagem vinha à tona. Mas, pq será q tudo isso ocorre? Não sei! Alguns dizem que é a força da natureza, outros preferem culpar os políticos, e há ainda os que preferem responsabilizar o cidadão comum, por conta de atitudes mal educadas. Independente de tudo isso, o momento serve também para reflexão. É hora de pensarmos nas nossas ações com relação aos recursos naturais e ao meio ambiente, hora de pensarmos sobre as políticas públicas existentes para a preservação do meio ambiente e hora também de pensarmos no quanto a natureza é forte, resistente, mas que chega o momento em que ela não aguenta e transborda, assim como nós...
E eu transbordei... Meus olhos transbordaram... Mas, de marcha em marcha e de pensamento em pensamento, (ufa!!) cheguei em casa. Triste, de coração apertado por ver minha "segunda casa" naquela situação, frustrado por não ter tomado o meu café, olhos ainda lacrimejando por ter visto a situação caótica em que se encontravam muitas pessoas nas regiões ribeirinhas. Porém, alimentando a esperança de ver as pessoas pararem pra (re)pensar suas atitudes, seus comportamentos com relação ao trato com o meio ambiente, com a esperança também de ver os gestores públicos e toda a sociedade solidária aos que se encontram em situação difícil nesse momento. Mas lá no fundinho do coração, uma ponta de esperança acesa: voltar na terça-feira ao Riverside pra tomar o delicioso café.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
PENSAR: O X DA QUESTÃO

sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Na floresta com o lobo
Tenho pensado bastante ultimamente na famosa história do Chapeuzinho Vermelho. Essa história clássica, que parece bobinha, mas não é, faz a gente pensar em inúmeras ações que são praticadas diariamente pelas pessoas nos mais diversos ramos de atividade humana. Tenho detido meu pensamento mais à política, à arte de governar. Lembram que Chapeuzinho pareceu tão boba, tão alheia ao mundo, que chegou a acreditar que o tal Lobo era bom? E olha que Chapeuzinho conhecia o Lobo...
Pois bem! Chapeuzinho, mesmo conhecendo o Lobo, que sempre deixou suas garras à mostra e sempre demonstrou seus reais interesses na floresta, resolveu ouvir a voz do Lobo e nele acreditar. Acreditou que sua voz, dessa vez mansa, cadente, macia, suave, desejava fazer algo de bom floresta a dentro. O Lobo até mudou a voz para ter semelhança com a vovozinha. Já pensaram no que o Lobo quis dizer quando disse " pode entrar minha netinha!"?
Os olhos do Lobo cresceram. As orelhas do Lobo alargaram-se. Os dentes do Lobo tornaram-se enormes. As mãos do Lobo então... Chapeuzinho, mesmo conhecendo o Lobo como poucos, estranhou tantas modificações.
As modificações foram tantas que Chapeuzinho saiu correndo. Chapeuzinho chegou a achar que o Lobo era mil vezes mais sábio do que ela. Mas Chapeuzinho estava enganada. O Lobo não tinha nada de sábio, era um pobre coitado. Um pobre coitado que precisou criar e usar artimanhas para se manter na floresta. Sua manutenção na floresta dependia de quantas crianças, inocentes como Chapeuzinho, ele comia por dia. O Lobo parecia não ter a menor sanidade para estar ali, no meio das árvores, no meio dos animais, no meio da rica natureza. Pareceu perder-se. Ficou tão perdido, que esqueceu até que a sobrevivência dele dependia dos outros animais. Faltou inteligência ao Lobo, que empoderou-se sem ter se apropriado dos reais contextos da floresta, do modo de vida dos outros animais, das diversas cores das flores, da capacidade das borboletas para o vôo. O Lobo, ao deitar-se na cama da vovozinha e passar-se por ela, não imaginou que aquela cama, de fato, era da vovozinha. Era a vovozinha que tinha a propriedade da cama, da casa, do quarto. A vovozinha, ela sim, conhecia a sua netinha e por ela nutria grande afeto, afeto que não se trocava por doces, chocolates ou qualquer outra guloseima. A vovozinha queria ver sua netinha andando feliz pela floresta, assim como queria ver todos os habitantes da floresta convivendo de forma harmoniosa. Essa harmonia era o grande desejo da vovozinha, mas o Lobo insistia em sentir-se sábio e utilizar suas estratégias para tentar até cortar as asas das borboletas. Mas Chapeuzinho, que decididamente resolveu afastar-se do Lobo, tratou de encher sua cesta novamente de doces e sair distribuindo floresta afora, vendo o vôo das borboletas, acompanhando o desabrochar das flores, dialogando com todos os animais e admirando o céu azul que se descortina a cada dia...
Enquanto isso... O Lobo continua perdido na floresta...
terça-feira, 24 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
PAPO BOM D+

segunda-feira, 9 de março de 2009
A ESCOLHA DE QUEM AGE PELO PODER DO AMOR
Dois tipos de política são definidos por Santo Agostinho: a política do "poder do amor" e a política do "amor ao poder". Sempre preferi optar pelo primeiro tipo. Porque fiz essa opção, busquei, durante toda a minha vida profissional, trabalhar, trabalhar, trabalhar . E só trabalhar. O trabalho faz parte da minha vida desde muito cedo. Para trabalhar é preciso saber pensar, é preciso poder pensar, é preciso ter discernimento, é preciso estar bem consigo e com os outros. Para poder ter discernimento, para poder pensar, é preciso, para muitos, estudar. São pouquíssimos os que conseguem isso sem estudar, pouquíssimos os casos. Se fosse pra citar um caso nesse momento nem lembraria de qualquer nome que se enquadrasse nessa situação.
Pois bem, como fui criado e educado numa família que sempre primou pelo trabalho, pela coragem e pela disposição ao trabalho, levantar cedo todos os dias pra enfrentar os desafios nunca foi tarefa difícil para mim. E é muito bom que se diga que o êxito sempre esteve presente, em todas as situações. Lembrei-me agora de um adágio popular que diz: "QUEM TRABALHA DEUS AJUDA". E sempre Deus me ajudou e continua me ajudando, ao ponto que exerço minha profissão de forma íntegra e honesta, recebendo o respeito de todos por onde tenho passado. Posso dizer livremente, e muito à vontade, que oportunidades de trabalho nunca faltaram pra mim. Sou CONCURSADO em três instituições públicas. Presto serviço, porque fui convidado, a três instituições privadas ainda tenho tempo para atuar no campo da filantropia. Financeiramente, tenho uma vida bastante equilibrada, o que em nada sinto a obrigação de fazer uma segunda opção quanto aos tipos de política que trato lá no início do texto.
Nunca conquistei inimigos ao exercer minha profissão. Pelo contrário, conquistei amigos. E muitos amigos. Amigos todos que são respeitados pelo que são, estudiosos, inteligentes, honestos, corajosos, trabalhadores, embora muitos deles se enquadrem na lista das "gente de posse". São tão idôneos que mesmo sendo "gente de posse" nunca precisaram das posses para existirem, para aparecerem, porque têm caráter, sabem trabalhar. O que não é o caso de quem não consegue nem sabe raciocinar, de quem fica impossibilitado de existir se não possuir um cargo, ou se não tiver "posses" pra comprar o respeito dos outros.
Falando em respeito, posso dizer que sou respeitado, E MUITO, porque CONQUISTEI. Nunca precisei impor, nem comprar. E vivo diariamente buscando manter essa situação de respeito, para dignificar o meu nome e levar o nome da minha família pra frente, sempre prezando pela coragem pra trabalhar e pelo respeito aos outros. Como fiz a opção pelo poder do amor(lembram que eu fiz essa opção no início do texto?) sempre estabeleci harmonia entre mim comigo mesmo e com os outros, e sempre busquei ajudar os outros a construir relações harmoniosas, pois além disso fazer parte da minha vida, ainda é a base da minha profissão. Respeitar o próximo, com todas as suas diferenças, sempre fez parte de mim. Nunca hesitei em tratar bem a todos, independente de classe econômica ou social. Sempre preferi cheiro de gente, apesar de usar cotidianamente essências francesas(originais, porque meu sãlário permite)porque pra mim o que importa é o que as pessoas são e não o que elas aparentam ser ou ter.
Aprendi com a vida que os valores que as pessoas possuem precisam ser considerados, quando são valores edificados sobre os alicerces da dignidade. Mas também aprendi que precisamos ajudar os outros, os que não possuem valores dignos, a construir valores que permitam o respeito, a compreensão e a integridade moral. Para isso, necessário se faz que a ética esteja presente, para que a beleza e a segurança do amor possam reinar.Para mim, que vivo dessa forma, não existe o medo, o que existe é a fortaleza, o bom uso dos sentidos.
Baseado em tudo o que disse acima, resta dizer que sempre fui "especialista em escolhas". Graças a Deus, sempre fiz as melhores escolhas.E Deus tem sido tão bom comigo que até o que não posso escolher, como é o caso da minha família, teve a sabedoria divina de me presentear com um lar acolhedor e confortável, onde a harmonia sempre reinou. Recentemente tive que fazer uma opção. E fiz da melhor forma. Pensei, refleti(porque isso eu sei fazer), e decidi retomar minha vida acadêmica, que tem sido marcada, modéstia a parte, por êxito. A minha preferência por tomar como exemplo os que se dedicam ao trabalho é porque jogo no time do PODER DO AMOR, que requer coragem, determinação, confiança, lealdade, capacidade de discernimento, e isso não tem me faltado.
domingo, 8 de março de 2009
FREVO PERNAMBUCANO

domingo, 14 de dezembro de 2008
CONFRATERNIZAÇÃO



No último sábado ocorreu a confratenização da 15ª turma do Mestrado em Educação de UFPI. Oportunidade em que colocamos o papo em dias, fofocamos, falamos sobre o que há alguns meses não falávamos e trocamos presentes.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
AMIGOS...
Conviver com algumas pessoas pode ser um exercício diário de respeito, compreeensão e perdão. Com o meu amigo Neto Melo(Quá-quá), isso é um exercício mais do que diário. Nossas idas e voltas só nós entendemos, ninguém nem tente entender que pode até enlouquecer. O importante é que nas horas certas sempre estamos próximos.A foto logo acima é de um dos momentos de descontração durante a campanha eleitoral deste ano, quando estávamos lutando por uma "Batalha para todos".
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
POÉTICA
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem.
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
Meu tempo é quando.
( Vinícius de Moraes )
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
FUTURO
A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, não com medo, mas com o sentido de avaliação; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente, não com arrogância, mas com coragem e determinação.
É PRA FRENTE QUE AS MALAS BATEM...
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
BATALHA ENTREGUE AOS URUBUS
domingo, 23 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
PRA VIVER BEM MAIS...
Ontem passei mal e fui internado. Passei a noite em observação. a pressão subiu só Deus sabe pq, mas estou de volta à vida. Fui acompanhado por três amigos q deram-me muita assistência, ficaram comigo a noite toda.
Há tempos não tinha tanto medo de morrer. Quando estirei o braço p o médico verificar a pressão q vi a cor em q se encontrava meu corpo, ou melhor, totalmente branco, a lágrima desceu e fiquei bastante preocupado. Mas o importante é que já está tudo bem. Agora, daqui p frente, é menos sal e menos gordura.... Fazer o q? VIVER É BEM MELHOR!!!!
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
ALEGRIA, ALEGRIA!!!!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
HUMILDADE
Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
INSTANTE
Uma semente engravidava a tarde.
Era o dia nascendo, em vez da noite.
Perdia amor seu hálito covarde,
e a vida, corcel rubro, dava um coice,
mas tão delicioso, que a ferida
no peito transtornado, aceso em festa,
acordava, gravura enlouquecida,
sobre o tempo sem caule, uma promessa.
A manhã sempre-sempre, e dociastutos
eus caçadores a correr, e as presas
num feliz entregar-se, entre soluços.
E que mais, vida eterna, me planejas?
O que se desatou num só momento
não cabe no infinito, e é fuga e vento.
(Carlos Drummond de Andrade)


















